Menu

Nosso Blog


Luiz Oliveira

Fevereiro|2022

BACK TO BLOG

Refugiados do Clima

De acordo com a ONU, atualmente, o número de refugiados do clima é 4 vezes maior do que os refugiados vítimas de conflitos políticos e religiosos. Esse grande deslocamento humano está diretamente relacionado ao aumento nas temperaturas, ao crescimento no número de enchentes, a secas, furacões, terremotos e outros efeitos causados pelas mudanças climáticas.

O deslocamento de comunidades que moram na costa ou cidades afetadas por furacões, como Porto Rico, Haiti, Moçambique e Zimbábue são alarmantes para países em desenvolvimento que já têm dificuldades em suprir as necessidades de suas populações. O agravamento dessa crise traz sérias consequências para países com infraestrutura deficientes, especialmente para pequenos territórios banhados pelo mar.

A situação climática é tão delicada que a migração de grandes populações irá continuar mesmo com a adoção imediata de medidas para redução da emissão de GEE (gases do efeito estufa). Para países em desenvolvimento, o desafio é ainda maior, dada a carência de itens básicos, como alimentação, energia e saneamento.

Nesse caso, a solução passa pela adoção de medidas sustentáveis em todas as etapas da economia, incluindo a infraestrutura e a matriz energética. Para países mais desenvolvidos, o foco deve ser o desenvolvimento de tecnologias acessíveis que ajudem a diminuir a emissão de GEE.

Ignorar os efeitos das mudanças climáticas implicará em provocar uma crise migratória mundial. Ainda há tempo para reverter esse quadro. O fortalecimento da infraestrutura e da economia só produzirá resultados positivos se estiver associado a medidas para diminuir a emissão do gás carbono. E, em qualquer cenário, será preciso preparar países e regiões para receber o maior número possível de migrantes. A abordagem multilateral nunca foi tão relevante.

Posted by Luiz Roberto

Imagem – Estragos causados pela passagem do ciclone Idai, em Moçambique, 2019 – AFP.