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Luiz Oliveira

Outubro|2022

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Sinergia entre Mitigação e Adaptação

Enquanto em alguns setores o potencial de sinergia entre mitigação e adaptação é baixo, em outros setores – como uso do solo, planejamento urbano e espacial, agricultura, florestas e água –é importante tanto para mitigação quanto adaptação.

Está claro que nem adaptação ou mitigação sozinhas podem evitar todos os impactos da mudança climática. A adaptação é necessária, tanto no curto quanto no longo prazo para lidar com impactos resultantes do aquecimento global que ocorreria mesmo para os cenários de estabilização mais baixos. As barreiras, os limites e os custos não são completamente conhecidos, mas a adaptação e a mitigação podem complementar-se e juntas reduzirem significativamente os riscos da mudança climática.

Tendo em conta as relações entre adaptação e mitigação, alguns aspectos devem ser considerados na ampliação da política climática:


• evitar os trade-offsna elaboração de políticas de mitigação ou adaptação
• identificar possíveis sinergias
• reforçar a capacidade de resposta
• criar laços institucionais entre a adaptação e mitigação – por exemplo, nas instituições nacionais e nas negociações internacionais
• considerar a integração entre adaptação e mitigação nas políticas de desenvolvimento sustentável


Ações de Mitigação com Consequências para a Adaptação

As ações mitigação podem afetar direta ou indiretamente as ações de adaptação. Em geral essas ações são decididas no âmbito de políticas globais, nacionais e/ou locais e estão relacionadas à redução das emissões de GEE. Sendo assim, implicam em mudanças de atitude frente ao consumo de energia baseada em combustíveis fósseis, o que é muito positivo.
O uso mais eficiente da energia e a opção pela adoção de fontes renováveis podem ser o ponto inicial para promover o desenvolvimento local de uma comunidade, sendo que na maioria dos casos não afeta negativamente as ações de adaptação.Mas as metas de redução de GEE estabelecidas nas esferas superiores de governo exigem empenho e atenção por parte de governos locais no sentido de definir planos estratégicos específicos de manejo dos recursos disponíveis. Entre as medidas mais adotadas nos planos estratégicos são as políticas de gestão e ordenamento do território urbano, a regulamentação da construção, o fornecimento de energia, os transportes públicos e a gestão do espaço público, da água e dos resíduos.Algumas metrópoles urbanas como Londres, Paris, Toronto e Chicago investiram em estratégias combinadas de mitigação e de adaptação às mudanças climáticas com abordagens integradas que equacionam esses múltiplos setores.
Enfrentar as medidas de mitigação para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e de adaptação aos impactos das mudanças climáticas, requer uma visão geral de novas práticas, com análise dos driversde mudança política e implementação efetiva de medidas adequadas.A análise de problemas e oportunidades deve ocorrer em diferentes escalas espaciais, destacando a necessidade de ligar as respostas globais e locais de riscos e oportunidades comuns.
Como parte integral do desenvolvimento sustentável, a adaptação e a mitigação estão fortemente interligadas, e ambastêm o mesmo propósito: reduzir os efeitos indesejados das mudanças climáticas. Pode-se dizer que a mitigação se concentra em reduzir suas causas e a adaptação tenta minimizar os efeitos que são percebidos pelo ser humano.Até o momento as ações de mitigação receberam maior atenção, principalmente de países desenvolvidos, mas ações integradas já se fazem necessárias em muitas partes do planeta. Se a adaptação acontecer de forma preventiva, tanto por parte do setor privado como público, os custos de investimentos serão com certeza menores.

Ações de Adaptação com Consequência para a Mitigação

Enquanto a mitigação se relaciona às causas das mudanças climáticas, a adaptação procura atuar minimizando seus impactos. Com relação à configuração urbana, determinadas características físicas da cidade favorecem muito mais a mitigação das mudanças climáticas do que a adaptação. Em alguns casos, a forma urbana em associação com um sistema eficiente de transporte coletivo favorece tanto a mitigação quanto a adaptação.
Em regiões de clima seco, a resiliência da forma urbana para suportar altas temperaturas no verão sem o suporte de ar condicionado, requer que as edificações se concentrem próximas umas das outras, com objetivo de criar áreas sombreadas, ajudando a baixar a temperatura. Esse tipo de forma urbana contribui para a mitigação, pois estimula o uso de transporte coletivo e a diminuição do consumo de energia para refrigerar os ambientes.
Porém, esse modelo urbano não se aplica em zonas quentes úmidas, onde a relação entre altas temperaturas e umidade requer uma boa circulação de ar pelos ambientes para baixar a sensação térmica. Nesses casos, é mais adequado permitir que a cidade tenha uma forma mais dispersa, com boas distâncias entre as edificações. A circulação de ar entre os ambientes baixa a sensação térmica e consequentemente, diminui o uso de energia para condicionar os ambientes no verão. Mas essa forma de implantação aumenta a extensão da área ocupada e isso tem influência direta sobre as decisões de transporte.
O custo para promover um transporte público de qualidade é maior e em muitos casos os cidadãos preferem utilizar seus automóveis individuais, acarretando uma maior procura por combustíveis fósseis e o consequente aumento de emissões de GEE. Dessa forma, uma estratégia de adaptação local aos efeitos do aumento da temperatura global interfere diretamente sobre a mitigação, pois as soluções adotadas priorizam a adaptação em detrimento à mitigação.

A Novo Olhar Sustentabilidade conta com profissionais de expertise comprovada na elaboração de ações, programas, estratégias e políticas de mitigação e adaptação aos efeitos da mudança do clima.Sob a coordenação Técnica de Luiz Roberto de Oliveira, responsável pela estruturação da Política Climática do Recife (composta pela Lei 18.011/2014 que estabeleceu a Política de Sustentabilidade e Enfrentamento às Mudanças Climáticas do Recife; a elaboração do 1° Inventário das Emissões de GEE da Cidade do Recife; o Decreto 29.220/2015 com as Metas de Redução das Emissões de GEE e o Plano de Baixo Carbono do Recife, entre outros), temos as melhores soluções para o setor público e privado. Entre em contato conosco.

Posted by Luiz Roberto